o Eng. José Sócrates é um génio.

O Sr. Eng. José Sócrates é um génio. E passo a explicar o porquê da minha, à partida, descabida e insensata afirmação.

A lei de proibição de fumar em locais públicos foi criada e incrementada no nosso país como forma de aumentar os índices de natalidade! Por esta altura do texto vocês questionam-se acerca da minha sanidade, pondo inclusive a hipótese de eu estar a sofrer dum grave estado febril que me está a confundir as ideias. Pois não, meus caros. A minha sanidade está onde sempre esteve, longe. E a temperatura do meu corpo deve rondar os normalíssimos 38ºC.

Mas, e sem mais demoras eu passo a explicar. E com um exemplo prático muito simples. As pessoas estão todas no emprego, a fazerem o que têm para fazer e, ao Manel "dá-lhe o vicio". Pois bem, ele levanta-se e puxa do maço de tabaco. A Catarina, fumadora compulsiva desde os 19 anos de idade não resiste. Levanta-se e vai atrás do Manel para matar o vicio também. O Manel repara e, num gesto de simpatia, prende o elevador até a Catarina chegar. A conversa aí será inevitavelmente a insultar quem teve a infeliz ideia de proibir o tabaco em locais fechados e coisa e tal, pelo menos nestes primeiros tempos.

Chegando finalmente a uma zona aberta, começam a fumar. Como pessoas adultas tentam desenvolver uma boa conversa naqueles 5 minutos dedicados ao tabaco, pelo menos aparentemente. Isto ao fim de umas semanas resulta numa relação de cumplicidade e confiança entre os Maneis e Catarinas companheiros de tabaco todos que há por esse mundo... Esta relação vai aproximando os fumadores e, quando nem dão por isso está o Manel a saltar em cima da Catarina... à força toda e sem qualquer protecção, pois já confiam cegamente naquele companheiro até então escondido entre o fumo que pairava diariamente sobre as secretárias. Está feito um relacionamento, o possível reforço de inverno que chegará daí a 9 meses só virá dar certezas à relação.

Por isso eu digo, foi um golpe de génio do nosso bem amado e Engenheiro de formação 1º Ministro! Matando assim dois coelhos numa cajadada só. Protegendo a saude de todos e aumentando a taxa de natalidade de país, que afinal as crianças serão o nosso futuro!


PS: Hoje comprei um maço de SG Gigante.

PPS: Mãe, estou a brincar.

Vol. II

...Se calhar nem quero que esperes, queremos que avance. Se eu não avançar tu não recuas, queremos talvez estagnar. Pudera outrora dar-te tudo a toda a hora, ainda no outro dia passamos minutos a contar segundos para estarmos juntos, mas isso já foi há mais de um ano. Mas é, novamente, o que baste. A figura de proa de uma bela senhora a encobrir um punhado de bastardos já deu o que tinha a dar.

Isto é uma antiguidade.

Vagueio a alma, dou descanso ao cérebro. O que é certo é que não consigo evitar querer, tão fortemente como não consigo saber se quero. A alma não é pequena, mas valerá a pena? A retórica, tal como o amor, acaba inconclusivo. Não há formula nem diagnósticos. Há saberes não sabendo, há feitos e conquistas no mostruário da vida, pois os feitos são para feitos e não imaginados, imagine-se lá. Basta-me daqueles que lhes baste o que basta e não augurem o bastante. Chega da hipocrisia insaciável do querer mais fazendo por ter menos…mas, ao mesmo tempo, também chega de sofrer com as maléficas garras da ambição, chega do não em vez do sim. Chega de espera, vou fazer esperar, será que tu esperas? Espero que sim…


(Por acaso até acho que tem potêncial para continuar, mas se calhar era forçar um bocado)

LOL

Eu não sei se sabem mas eu sou uma espécie de Deus, e devo ser adorado como tal.

Está a dar o reclame da tmn, ele foi triplicar o saldo da tia dele a Marrocos. Não percebo muito bem o anuncio nem lhe acho grande piada.

Vamos gozar com a Maddie? Essa rebelde que anda por ai a fazer uma volta à Europa de balão com o Dino. A maior fornecedora do humor negro português de todos os tempos. A miúda não tem culpa de os pais dela serem umas bestas publicitárias. Parecem palhaços de circo. Tão mais preocupados em aparecer na Tv do que em encontrar a miúda. Boa estratégia de encobrimento de crimes.

Ou então podemos falar do novo aeroporto de Alcochete...Mas isso também não é nada original. Já os tinha chamado de OTArios. ALCOCHETarios não tem piada nenhuma, mas são umas bestas na mesma.

Podemos falar na minha falta de sensibilidade para com o cidadão comum. É verdade, I don't give a shit. Tal como muita gente, mas eu não me dou ao trabalho de me fingir importado. Se calhar sou só mais preguiçoso.

Ou então podemos nos questionar sobre onde fica a Velha Zelandia.

O porquê de a lasagna do Jumbo não ter carne entre a massa. Ou elaborar detalhados planos para dominar o mundo. Começamos por fazer uma aliança com o terrorismo e derrotar a América. Daí a Europa, Japão e finalizamos em grande com um grandioso golpe de judas de dentro para fora para acabar com os terroristas. No fim até era herói. Mega-Herói, Giga-Herói, Tera-Herói. E Rei também. Aproveitava e declarava o mundo uma enorme ditadura sobre a minha alçada. Eu tenho um Ego enorme, peço desculpa.

Eu não tenho jeito para a escrita

Eu podia dominar o mundo, eu podia ter tudo o que toda a gente quer, eu podia ser o rei dos reis, eu podia conquistar a América, eu podia apanhar o Bin Laden, eu podia encontrar a Maddie, eu podia ganhar um nóbel, eu podia ganhar um Óscar ou um grammy, eu podia ser do jet7, eu podia ser o novo Maradona, eu podia ter todos os poderes e mais alguns, eu podia ser Deus, eu podia voar, eu podia ter qualquer mulher em qualquer lugar, eu podia ser qualquer um, eu podia fazer qualquer coisa....Mas só sonho contigo.

nem eu sei

Eram mais que muitos mas foram efémeros. Trovadores mais retrácteis que vendedores de bíblias, poetas mórbidos e romancistas frios. Eles vinham aos milhares, quiçá milhões. Todos os temiam, ninguém os detinha… Todos os calafrios em gemidos mil, em rugidos zero. Todos tinham medo, duma a outra parte, dum ao outro lado. Todos soluçavam pelos que para trás ficavam, insensíveis ou insensatos. Esmiuçavam aquelas gentes que nada tinham a perder a não ser a história do que outrora haviam tido. Ora por um lado, ora por outro. Ora com o poder, ora com a falsa diplomacia. Eles vinham de vencer para vencer. Eles vinham para conquistar e ameaçar continuar. Até que nada os conseguisse realmente aquietar. Eram das terras das cores infinitas e dos desejos mil, daquelas fantásticas obras de arte afiguradas em mil cadáveres. Eram quem mais tinha contribuído para o mal-estar populacional e mesmo assim quem menos estava saciado de sangue. Autênticos vampiros sanguinários, aqueles dóceis homens e mulheres, daquela doce e curiosa terra.

Sim.

Já jaz o dia mas foi mútuo, crescemos e atingimos o céu, juntos. Foi lindo, sentimos e agimos em sintonia. Afinal é como dizias, não o fui mas senti-me, senti-te, sentimo-nos. Fui completamente eu pela primeira vez… embora tu já viesses a encher esse depósito desde aquele sorriso. Aquele que nem me lembro quando nem porquê, apenas o que ele fomentou.

Omertà para quê? Senti-me herói, senti-me capitão de mais de mil tropas, senti-me pirata dos 5 oceanos, senti-me superior ao mundo, senti-me superior ao que sou. Fizeste-me transcender-me com a tua transcendência. Iluminaste-me com o teu brilho naquela noite escura, aquela que poderia ter sido igual a tantas outras, mas não. Foi algo mais, foi mais…perfeita.

Ah se sorrias, e não precisavas de fazer mais nada, já isso era demais, petrificava-me e excitava-me no mesmo segundo, no mesmo instante. Consegui finalmente aquele aglomerado de sentimentos que nos faz sentir um vórtice a sair de dentro para fora, de nós para o mundo, de mim para ti. Um simples e honesto momento de felicidade, pura e dura, sem complexos.

Não me arderia a alma se tivesse que escolher aquele momento como eterno. Não que não espere que mais e melhores se sigam, mas porque a magnitude atingida será de certa forma inalcançável. Pelo menos enquanto humanos. Não que piore mas que diferencie, não que desgoste, alias não que nada. Não vou começar a racionalizar agora.

Agora sim, quero ter um amanhã, quero ser o teu amanhã.